PALAVRAS DA EDIÇÃO Equipe IVE.org.br
O caráter metafórico do despertar de um vulcão.
O National Geographic, em comemoração aos 40 anos da chegada do homem à Lua presenteou sua audiência com uma série de documentários científicos que falam do Cosmo e da formação da Terra. Chamou a atenção da redação do boletim IVE uma edição que falava sobre a origem da Terra e como saímos da era do gelo, a “bola de neve”, como os cientistas classificam este período, e chegamos àquilo que somos hoje.
Nossa atenção foi despertada, de fato, pelo caráter metafórico contido na informação da Ciência: o que ocorreu é que a partir da erupção de uma série de vulcões que dormitavam por todo o Planeta, as espessas camadas de gelo que cobriam o solo começaram a ser rompidas, em um espetáculo digno da beleza do Universo.
Mas não foi somente isso que auxiliou a Terra a ultrapassar a era do gelo. Toda a extrusão vulcânica que fazia arder o solo gelado, também expelia para a atmosfera uma espessa camada de dióxido de carbono, inserindo o Planeta em uma nuvem em que as temperaturas foram apropriadas para o degelo que propiciou a vida surgir de uma forma equilibrada e grandiosa.
Ficamos boquiabertos com as imagens criadas digitalmente, mas, ao mesmo tempo, emocionados sob a reflexão de como aquele fato, distante há dezenas de milhares de anos, pode nos apresentar uma figuração daquilo que muitas vezes enfrentamos em nosso cotidiano de comunicadores. Estarmos sufocados por camadas de gelo de enfoques sensacionalistas, imagens desagregadoras, histórias que sugerem que tudo está perdido diante de uma novíssima “era glacial” de egoísmo, orgulho e falta de solidariedade.
Mas é nesses instantes que a nossa vontade prevalece, como vulcões indomados, a lançar na atmosfera a nossa crença de esperança, formando nuvens de iniciativas que nos trazem um aconchego de que algo de muito importante vibra na temperatura da mudança para uma era de estabilidade, regeneração e novos paradigmas.
Em uma dessas diversas parábolas que circulam pela Internet, é perguntado a Buda: "O senhor é Deus?" E ele responde: "Não”. "Então, é um anjo", insistem. Mas ele esclarece: "Também não". Então indagam: "E por que é tão nobre, puro e fulgurante?" Com serenidade, ele responde: "Porque estou desperto”.
Desperto como um vulcão ativo, este boletim reafirma seu objetivo de apontar, em exemplos, cenários para uma mudança real e duradoura para que vozes da esperança continuem a pulsar, incansáveis e altivas. Equipe IVE.org.br - Link
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